quinta-feira, 5 de julho de 2007

Se São Tomé substituir a Dobra deve optar pelo Euro



São Tomé - Luís Campos e Cunha defendeu no seminário sobre a escolha do regime cambial, dirigido aos deputados da Assembleia Nacional, que São Tomé e Príncipe, STP, não deve ter urgência em alterar o seu regime cambial, e caso o país venha a substituir a sua moeda deve optar pelo Euro.Luís Campos e Cunha, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e ex ministro das finanças português, defendeu que a alteração ao regime cambial «deve ser bem pensado», e que antes de se efectuar qualquer mudança deve ser estudada a opção de um regime câmbio fixo, mas no caso de se optar pela substituição da moeda nacional a preferência deverá ser o Euro, que tem sido o «principal parceiro da indústria e do comércio santomense». Se a escolha for outra, a economia do país poderá sofrer efeitos nefastos defendeu Luís Campos e Cunha.



Este seminário foi uma iniciativa da Assembleia Nacional através da comissão dos assuntos económicos financeiros infra-estruturas e do meio ambiente que tem como objectivo capacitar os deputados para que o regime cambial a ser escolhido no futuro não prejudique o país.

Para o presidente da segunda comissão especializada da Assembleia Nacional, Rafael Branco, o regime «cambial é importante numa perspectiva futura do desenvolvimento do país» e defende que há uma relação entre o regime cambial que o país adopta e o grau de confiança e credibilidade que a população transmite a toda as pessoas que querem investir, consumir e exportar/importar em São Tomé e Príncipe.

A chegada do antigo ministro das Finanças portuguesa para falar do modelo cambial a ser adoptado por STP acontece numa altura que Portugal assumiu a presidência da União Europeia, e três meses depois do presidente da Guine Equatorial ter defendido que seria vantajoso que STP optasse pelo Franco CFA.

Sem comentários: