sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Portugal e Angola perdoam divida a STP

São Tomé – Segundo declarações de hoje à Lusa de fonte do Ministério do Plano e das Finanças de São Tomé e Príncipe, Angola e Portugal, dois dos maiores credores bilaterais de São Tomé e Príncipe, aceitaram perdoar a dívida ao arquipélago. A Alemanha foi o primeiro país membro do Clube de Paris a perdoar uma divida de 4,6 milhões de euros a São Tomé e Príncipe tendo sido formalmente concedido o perdão esta terça-feira.

Zeferino Seita, assessor da ministra são-tomense do Plano e das Finanças, disse à Lusa, a partir de São Tomé, que já há um «acordo de princípio» com Angola, principal credor bilateral do arquipélago, com perto de 22 milhões de dólares. Quanto a Portugal, adiantou que também existe um acordo verbal de que os perto de 10 milhões de dívidas serão perdoados.

O Clube de Paris, que reúne 19 países credores, anulou em Junho quase 24 milhões de dólares de dívidas, comprometendo-se a negociar o perdão dos restantes 13 por cento devidos, em contactos bilaterais.

O total da dívida a credores bilaterais ascende actualmente a 80 milhões de dólares, enquanto ao Clube de Paris São Tomé deve agora perto de um milhão de dólares, perdoada que foi em Março a totalidade da dívida ao Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional que rondou os 320 milhões de dólares.

Segundo dados do Banco Mundial, São Tomé era até ao ano passado o mais endividado dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com uma dívida equivalente a 1.655 por cento das suas exportações de bens e serviços, entre 2002 a 2004.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Trabalhadores do aeroporto de São Tomé ameaçam com greve



São Tomé - Os trabalhadores da Empresa Nacional de Aviação e Segurança Aérea santomense, ENASA, ameaçam entrar em greve dentro de dias caso o Governo não substitua a actual direcção. A causa desta revindicação deve-se à «derrapagem económica e financeira» que a empresa se encontra e que poderá pôr em causa os serviços do único aeroporto nacional caso não houver a intervenção mais rapidamente possível das autoridades.

Segundo Roberto Lomba, presidente do Sindicato dos trabalhadores desta empresa, no caderno de revindicações constam «18 pontos com propostas» para saída da actual crise e para se evitar a greve. O mesmo responsável sindical afirma que tudo dependerá das negociações com o Governo.

Roberto Lomba declarou também que os trabalhadores querem encontrar uma saída para a empresa que no seu ver está em «decadência» e numa «derrapagem terrível». O mesmo sindicalista atribui as responsabilidades da má gestão à actual direcção da ENASA. «Por mais dinheiro que a gente tenha não iremos ter uma casa saudável», disse, «temos a má gerência, não só no âmbito financeiro mais também em termos da organigrama da empresa.»

Para Roberto Lomba as anomalias registadas têm causado muitas dificuldades no funcionamento da empresa e consequentemente aos funcionários que se repercute através do atraso dos pagamentos das horas extraordinárias e dos subsídios de férias que têm direito.

Roberto Lomba foi mais longe afirmando que a «empresa para pagar os seus funcionários tem que recorrer a empréstimos bancários». O mesmo responsável sindical confirmou que já está marcada para o próximo dia 9 um encontro entre os trabalhadores e o Governo. Se os resultados da reunião não foram satisfatórios a greve será inevitável.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Se São Tomé substituir a Dobra deve optar pelo Euro



São Tomé - Luís Campos e Cunha defendeu no seminário sobre a escolha do regime cambial, dirigido aos deputados da Assembleia Nacional, que São Tomé e Príncipe, STP, não deve ter urgência em alterar o seu regime cambial, e caso o país venha a substituir a sua moeda deve optar pelo Euro.Luís Campos e Cunha, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e ex ministro das finanças português, defendeu que a alteração ao regime cambial «deve ser bem pensado», e que antes de se efectuar qualquer mudança deve ser estudada a opção de um regime câmbio fixo, mas no caso de se optar pela substituição da moeda nacional a preferência deverá ser o Euro, que tem sido o «principal parceiro da indústria e do comércio santomense». Se a escolha for outra, a economia do país poderá sofrer efeitos nefastos defendeu Luís Campos e Cunha.



Este seminário foi uma iniciativa da Assembleia Nacional através da comissão dos assuntos económicos financeiros infra-estruturas e do meio ambiente que tem como objectivo capacitar os deputados para que o regime cambial a ser escolhido no futuro não prejudique o país.

Para o presidente da segunda comissão especializada da Assembleia Nacional, Rafael Branco, o regime «cambial é importante numa perspectiva futura do desenvolvimento do país» e defende que há uma relação entre o regime cambial que o país adopta e o grau de confiança e credibilidade que a população transmite a toda as pessoas que querem investir, consumir e exportar/importar em São Tomé e Príncipe.

A chegada do antigo ministro das Finanças portuguesa para falar do modelo cambial a ser adoptado por STP acontece numa altura que Portugal assumiu a presidência da União Europeia, e três meses depois do presidente da Guine Equatorial ter defendido que seria vantajoso que STP optasse pelo Franco CFA.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Líder do MLSTP considera boas relações entre Luanda e São Tomé

O presidente do Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe/ Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD, oposição), Rafael Branco, considerou hoje que as relações com Angola "são boas e devem desenvolver-se cada vez mais".


"As relações (entre Angola e S. Tomé e Príncipe) são boas, foram sempre boas, e o meu desejo enquanto são-tomense e líder de um partido é que as relações entre os dois Estados se desenvolvam cada vez mais", salientou Rafael Branco.

O líder do maior partido da oposição são-tomense falava aos jornalistas no final de uma audiência concedida pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Rafael Branco defendeu "o aprofundamento das relações e cooperação e que haja cada vez mais oportunidades para que angolanos conheçam e invistam em São Tomé e Príncipe e que os são-tomenses trabalhem e invistam em Angola".

"Nós vivemos num continente que infelizmente enfrenta grandes problemas para vencer o subdesenvolvimento. O progresso em cada país é sempre positivo", afirmou.

O líder do MLSTP/PSD realçou ainda que o reforço das relações entre Angola e São Tomé e Príncipe é "motivo de grande satisfação e tem sido alcançado devido à vontade política dos nossos povos e dirigentes".